Gravidez em Pacientes com Hipertensão Portal não Cirrotica: Uma Revisão Sistemática da Literatura
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Resumo
A hipertensão portal não cirrótica (HPNC) inclui um grupo heterogêneo de condições. O objetivo deste estudo foi comprender a gravidez em pacientes com hipertensão portal não cirrotica. Trata-se de um estudo de revisão de escopo, o qual é utilizado para mapear evidências sobre um determinado fenômeno e identificar as lacunas existentes. A coleta dos dados foi realizada entre junho a agosto de 2022. As investigações foram realizadas nas bases de dados US National Library of Medicine National Institutes of Health (PubMed), Literatura Latino-Americana e do Caribe em Ciências da Saúde (Lilacs), SciVerse Scopus (Scopus), Web of Science. Utilizou-se o acrômio ‘PCC’, sendo P para população (gravidez), C para conceito (Pacientes) e C para contexto (hipertensão portal não cirrotica). Identificamos 19 estudos que relataram pelo menos um resultado de interesse para a revisão. O sangramento de varizes é uma das mais manifestações clínicas comum na HPNC. Pré-natal com correção de varizes de alto risco tem resultado satisfatório durantea gravidez. Cesariana deve ser reservada apenas para indicações obstétricas. A gravidez pode ser permitida e gerenciada com sucesso em pacientes com HPNC. A profilaxia para sangramento por varizes pode ser feita por meio de ligadura endoscópica de varizes (EVL) ou β-bloqueadores. História prévia de sangramento por varizes é um fator de risco para sangramento durante gestações subsequentes6. Assim, a terapia combinada com EVL e β-bloqueador é preferida para pacientes com varizes e história prévia de sangramento de varizes. Assim, há escassez de dados na literatura sobre a ocorrência de gravidez e seu desfecho em pacientes com hipertensão portal não cirrótica. Apesar de uma incidência significativa de complicações relacionadas à hipertensão portal, os resultados gerais da gravidez permaneceram favoráveis em mulheres com hipertensão portal idiopática não cirrótica. Cerca de 15% dos pacientes com [hipertensão portal idiopática não cirrótica (INCPH)] são mulheres em idade fértil, que podem engravidar. No entanto, a gravidez e o pós-parto são estados pró-trombóticos e a gravidez pode exacerbar a hipertensão portal.
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